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BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Mulher, de 20 a 25 anos, English, French, Música, Música, estar com os amigos. Ser feliz!!!

Nasc: 12/05/83

Signo: Touro

Ascendente: Virgem

Família: Minha vida

Animal de estimação: Meu cachorrinho Angel

Adoro: Minha família, meus amigo(a)s, música, praia, ver as estrelas e sorvete de morango

Odeio: Mentira, falsidade

Comidas: Lasanha (massas em geral)

Bebidas: Suco de maracujá e milk shake de morango

Filmes: "U amor para recordar", " A espera de um milagre", "Como perder um homem em 10 dias", "Amor por acidente" e " Pearl Harbor"

Músicas: Forever (Kiss), Por você (Barão Vermelho), Someday (Nickelback)

Poetas: Fernando Pessoa

Frase: "Você aprende a construir todas as suas estradas no hoje, pq o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.”

na TV: The O.C

Livros: "O sofrimento do jovem Werther" (Goethe)

Sonho: Estudar medicina e me formar em oncologia

Qualidades: Sinceridade, paciência e dedicação

Defeitos: Perfeccionismo,teimosia e não dizer o que eu realmente sinto





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Amores Platônicos

  Ela crescera naquele bairro.

  Era seu primeiro dia de aula e a primeira vez que pegaria um ônibus. Em pé, vira um rapaz se aproximar. Suas vistas se ofuscaram. Ele era lindo. Ficaram ali por cinqüenta minutos e a vontade de conversar com ele a consumia. Mas isso não era possível. Não com ela. Não era o tipo de atitude que tomaria.

  Ao subir no ônibus, veio a sua mente o seguinte pensamento, espontâneo, rápido, e que em seguida repetiu baixinho: “ Esse cara vai me fazer sofrer tanto, mas ficaremos juntos”. E passou três anos da sua vida, idealizando alguém com quem nunca trocou nenhuma palavra. Por alguém, que de vez em quando a olhava (assustado talvez, pelos olhares que recebia). Um amor que era alimentado por opiniões de amigos em comum, que diziam haver interesse da parte dele, mas que cuja timidez, continuaria os mantendo separados.

  E com o tempo ela descobrira que ele nunca chegara parte da perfeição que ela sempre acreditava. Alguém rude que destruíra aquela imagem que atribuíra a ele e que agora a levava para a realidade. Já estava preparada para as relações reais.

 

   Hoje, me veio à mente esse texto acima depois de ler uma matéria, em uma revista, que falava sobre “Platonismo”. Engraçado porque sempre achei essa palavra tão forte.

  Amor platônico, um amor capaz de fazer as pessoas acreditarem que nunca vão se decepcionar. Emoções são nutridas e acabam mantendo aceso o desejo desse sentimento. O Platonismo nos dá a sensação de segurança porque quando não revelamos o que sentimos conseqüentemente não arriscamos pensar em decepções futuras.

  Então, paro para analisar e chego à conclusão que essa ilusão ocorre nos típicos “amores à primeira vista”, e não que ele não exista, mas em muitos casos, quando não se há iniciativa de ambas partes, é o que chamaria de amor platônico. As pessoas acabam vendo na outra um mito, um ser perfeito capaz de satisfazer todas as suas expectativas. Projetam o par ideal que completa a si próprio, com todas as características que acreditam que lhe farão felizes. Muitas vezes, o que tememos em um relacionamento é o medo da rejeição, do fracasso, de se magoar ou simplesmente por se sentir inferior.

  E talvez essas paixões platônicas façam com que as pessoas se preparem para um relacionamento a dois, tenham suas limitações, vivenciem seus medos e busquem melhorá-los sempre. Ao sair de uma ilusão, caímos numa realidade, amadurecemos e nos vemos prontos para uma vida emocional sem grandes impactos e que nos façam perder o chão.

  Vamos sempre nos apaixonar, e o sentido da coisa é essa mesma: buscar alguém ideal e que nos complete, porém, esse amor só dará certo quando vivido a dois.



- Postado por: Di às 20h56
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